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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Leitura não é Mera Decodificação

 Um bom exemplo de que a leitura não é uma mera decodificação de palavras, mas sim a capacidade de "ler" e compreender globalmente uma palavra, frase ou texto:
                                                                            
                                                                                 
                         Exercícios para cérebros enferrujados

                       De aorcdo com uma peqsiusa   
                   De uma uinrvesriddae ignlsea,   
                   Não ipomtra em qaul odrem as
                   Lteras de uma plravaa etãso,   
                   A úncia csioa iprotmatne é que   
                   A piremria e útmlia Lteras etejasm   
                   No lgaur crteo. O rseto pdoe ser   
                   Uma bçguana ttaol, que vcoê   
                   Anida pdoe ler sem pobrlmea.  
                   Itso é poqrue nós não lmeos   
                   Cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa   
                         Cmoo um tdoo.

                        Sohw de bloa.


                                     Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua  mente leia corretamente o que está escrito..
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R

COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35!

R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO,

M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3,

S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO?

POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!


sábado, 19 de março de 2011

Um Breve Histórico da Alfabetização e Letramento no Brasil

A História da Alfabetização, em nosso país, foi centrada na História dos Métodos de Alfabetização. A disputa entre esses métodos, que objetivavam efetivamente garantir aos educandos a inserção no mundo da cultura letrada, produziram uma gama de teorizações e tematizações acerca de estudos e de pesquisas a fim de investigar essa problemática.
Desde o final do Século XIX, a dificuldade de nossas crianças para aprender a ler e escrever, principalmente na escola pública, incitou debates e reflexões buscando explicar e resolver esses entraves. As práticas de leitura e de escrita ganharam mais forças no final desse século, principalmente a partir da Proclamação da República.
A educação nesse período ganhou destaque como uma das utopias da modernidade. Até então, nessa época, as práticas de leitura e escrita eram restritas a poucos indivíduos nos ambientes privados do lar ou nas “escolas” do império em suas “aulas régias”.
. Até o final do império, as “aulas régias” ofereciam condições precárias de funcionamento e o ensino dependia muito do empenho dos professores e dos alunos. Para a iniciação do ensino da leitura eram utilizadas as chamadas “cartas de ABC” e os métodos de marcha sintética, ou método sintético (da “parte” para o “todo”); da soletração (silábico), partindo dos nomes das letras; fônico (partindo dos sons correspondentes às letras); e da silabação (emissão de sons), partindo das sílabas.
Em 1876, em Portugal, foi publicada a Cartilha Maternal ou Arte da Leitura, escrita por João de Deus, um poeta português. O conteúdo dessa cartilha ficou conhecido como “método João de deus” e foi bastante difundido principalmente a partir do início da década de 1880. O “método João de deus”, também chamado de “método da palavração”, fundamentava-se nos princípios da lingüística moderna da época e consistia em iniciar o ensino da leitura pela palavra, para depois analisá-la a partir dos valores fonéticos.
Na primeira década republicana foi instituído o método analítico que diferentemente dos métodos de marcha sintética, orientava que o ensino da leitura deveria ser iniciado pelo “todo” para depois se analisar as partes que constituem as palavras. Ainda nesse momento, já no final da década de 1920, o termo “alfabetização” passou a ser usado para se referir ao ensino inicial da leitura e da escrita.
A partir da segunda metade da década de 1920, passa-se a utilizar métodos mistos ou ecléticos, chamados de analítico - sintético, ou vice-versa. Esses métodos se estendem até aproximadamente o final da década de 1970.
Já no início da década de 1980, foi introduzido no Brasil, o pensamento construtivista de alfabetização, fruto das pesquisas de Emília Ferreiro e Ana Teberosky sobre a Psicogênese da Língua Escrita. O Construtivismo não se constitui como um método, mas sim como uma desmetodização em que na verdade, propõe-se uma nova forma de ver a alfabetização, como um mecanismo processual e construtivo com etapas sucessivas e hipotéticas.
Nessa mesma época, foi constatado um número enorme de pessoas “alfabetizadas”, mas consideradas como analfabetos funcionais, que são as pessoas que decodificam os signos lingüísticos, mas não conseguem compreender o que leram. Surge então o termo “letramento”. Estar letrado seria então, a capacidade de ler, escrever e fazer uso desses conhecimentos em situações reais do dia-a-dia. Alfabetizar letrando é de fundamental importância, pois garante uma aprendizagem muito mais significativa, afinal como afirma Soares (2004):

Alfabetizar letrando ou letrar alfabetizando pela integração e pela articulação das várias facetas do processo de aprendizagem inicial da língua escrita é sem dúvida o caminho para superação dos problemas que vimos enfrentando nessa etapa da escolarização; descaminhos serão tentativas de voltar a privilegiar esta ou aquela faceta como se fez no passado, como se faz hoje, sempre resultando no reiterado fracasso da escola brasileira em dar às crianças acesso efetivo ao mundo da escrita. 

Atualmente vivenciamos uma crise de paradigmas, os métodos de abordagem tradicional e/ou tecnicista, já não dão conta do contexto atual e o Construtivismo, na maioria das vezes, continua sendo mal interpretado, incompreendido e utilizado de forma equivocada, isso quando utilizado. Portanto, entendo que um método ou uma perspectiva de desmetodização, enquanto teoria educacional funciona se há uma real fundamentação teórica e prática e se, relacionado a tal método ou desmetodização, estiverem uma teoria do conhecimento, além de um projeto político e social.       


domingo, 27 de fevereiro de 2011

A Leitura e a Escrita como Elementos Indispensáveis na Construção da Cidadania


            Ler, escrever e utilizar tais competências no dia-a-dia de maneira positiva é uma exigência social no contexto atual. Quando isso não ocorre sérios problemas acontecem na vida dos sujeitos que acabam não tendo consolidada a sua cidadania.
            Estar alfabetizado no mundo atual é poder entrar em contato com os conhecimentos e informações que nos rodeiam e nos garante o acesso aos bens comuns da sociedade. Diariamente nos é expostas situações em que o domínio da leitura e da escrita torna-se imprescindíveis para a nossa vivência e sobrevivência. Códigos, símbolos e outros elementos se apresentam a todo instante e em todo lugar, exigindo de nós a capacidade de decodificá-los e assim, fazer uso dos mesmos de uma forma proveitosa, racional e significativa.
            Numa sociedade letrada, marcada por signos, a não-apropriação dos conhecimentos básicos para o desenvolvimento da cidadania acaba tornando-se um entrave na vida dos indivíduos. A dificuldade para comunicar-se, pegar um transporte, orientar-se geograficamente ou compreender alguns acontecimentos e fatos do cotidiano, são alguns dos problemas que enfrentam os milhões de não-alfabetizados do nosso extenso País.
            Como uma das condições básicas para a cidadania, a leitura e a escrita se constituem, talvez, como os principais conhecimentos para a efetivação dos direitos humanos, os quais sempre requeremos. Não garantido isso, ficamos à mercê de todos os tipos de flagelos humanos. Uma nação que queira verdadeiramente se desenvolver, precisa erradicar o analfabetismo, porque assim estará promovendo a dignidade e a cidadania.