Mostrando postagens com marcador Escola Nair de Brito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escola Nair de Brito. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de março de 2011

Muito Satisfeito

Fiquei muito orgulhoso e satisfeito pelo fato de na semana passada a Professora Antonia Marta Costa dos Reis, gestora da Escola Professora Nair de Brito, ter me convidado e demonstrado total interesse para que eu continuasse como representante do Colegiado Escolar da Instituição, no seguimento professor, mesmo eu não fazendo mais parte do quadro docente da Escola.

domingo, 20 de março de 2011

Projeto “Transformando Sucatas e Vidas”

No ano de 2009, nós da Escola Municipal Professora Nair de Almeida Brito Souza, criamos a "Banda de Lata", um grupo de percussão formado por alunos e alunas da própria Escola e outras crianças da comunidade, com intuito de estimular o prazer dos alunos pela aprendizagem e pela Escola. Fiquei com a incumbência de construir a justificativa e tive a felicidade de escrever um texto muito bem fundamentado, mesmo que sucinto. Segue a justificativa:
A Escola Municipal Professora Nair de Almeida Brito de Souza está situada numa região urbano-periférica, num contexto que apresenta fatores externos ameaçadores ao desenvolvimento físico, ético, psicológico e cognitivo dos alunos. Condicionantes sociais presentes no seu entorno como: alto índice de desemprego, uso e abuso de álcool e drogas ilícitas, tráfico de drogas atuante, prostituição, furtos, roubos, homicídios e outros atos de violência (físicas e verbais), tanto nas ruas, quanto dentro das casas, presenciadas ou vivenciadas por essas crianças, constituem a região como uma área de alto risco social para elas.
            A escola, enquanto espaço de construção de conhecimentos e saberes, também se consolida como um lócus de latente necessidade de construção e efetivação da cidadania. Atenta à essas funções, observamos que muitos alunos realizavam “batuques” nas mesas e cadeiras da Escola, principalmente nas salas de aula, atrapalhando o processo pedagógico. Compreedemos então, que não eram ações isoladas, mas com grande incidência, e, além de dotadas de sentido, essas práticas foram entendidas como motivações musicais que se dão pelo fato dos alunos estarem imersos num ambiente fortemente percussivo e por muitos deles serem nativos e oriundos de terreiros de candomblé, o que acaba por consolidar essas motivações.
            Pensando em resolver a problemática dos “batuques” e aliar a isso, a construção da cidadania e as bases do processo pedagógico, resolvemos aproveitar, incentivar e intensificar essas habilidades percussivas formando a banda de percussão “Lata e Cidadania”. Acreditamos que fazendo isso estaremos realizando um trabalho pioneiro no Município no processo de reciclagem e de atividade artesanal, uma vez que aproveitamos sucatas como: baldes, latas, varetas e cordões, construídos e conservados pelos próprios alunos-músicos. Mas principalmente, estamos valorizando e trazendo à tona essas competências e habilidades percussivas. Tudo isso faz com que a Escola se constitua num ambiente prazeroso e significativo para essas crianças, colocando-as como protagonistas de sua própria história, da história da sua rua, bairro e cidade e também como atores e autores do processo social, cultural e pedagógico, condição sine qua non para a efetiva construção da cidadania e transformação da sociedade.